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Investigado por corrupção, ex-vice-prefeito de cidade de MG cumpre prisão domiciliar com tornozeleira após sair do país e perder cargo

Ex-vice-prefeito de Itaúna Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto é investigado em esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em MG Reprodução...

Investigado por corrupção, ex-vice-prefeito de cidade de MG cumpre prisão domiciliar com tornozeleira após sair do país e perder cargo
Investigado por corrupção, ex-vice-prefeito de cidade de MG cumpre prisão domiciliar com tornozeleira após sair do país e perder cargo (Foto: Reprodução)

Ex-vice-prefeito de Itaúna Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto é investigado em esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em MG Reprodução/Instagram O ex-vice-prefeito de Itaúna, Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL), retornou ao Brasil e cumpre prisão domiciliar com monitoração eletrônica desde o dia 9 de fevereiro de 2026, por decisão judicial. Ele é investigado pela Polícia Federal na Operação Rejeito, que apura um suposto esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. Segundo a Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Hidelbrando está usando tornozeleira eletrônica. Ele deve cumprir as medidas cautelares determinadas pela Justiça enquanto as investigações seguem em andamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Em janeiro, a Câmara Municipal de Itaúna declarou a extinção e a vacância do cargo de vice-prefeito, após ele ter deixado o país por mais de 15 dias sem autorização do Legislativo, o que contraria a Lei Orgânica do Município. À época, o Legislativo informou ter recebido certidão confirmando que Hidelbrando permaneceu no exterior além do prazo permitido. A legislação determina que o prefeito ou o vice-prefeito não podem se ausentar da cidade por mais de 15 dias sem autorização do Legislativo. Como isso não ocorreu no caso de Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, a perda do cargo foi formalizada. A Prefeitura reiterou que atualmente Itaúna não tem vice-prefeito e não haverá substituição para o posto. Em caso de eventual afastamento do prefeito, a lei estabelece que o presidente da Câmara assuma interinamente o Executivo. Hidelbrando deixou o Brasil dois dias antes de a operação ser deflagrada. Com o retorno ao país, ele responde ao processo em território nacional sob monitoramento e restrições. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Hidelbrando até a última atualização da reportagem. Entenda o caso PF pede prisão de vice-prefeito de Itaúna por corrupção na mineração Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto (PL) deixou de comparecer à Prefeitura de Itaúna em 15 de setembro de 2025. Dois dias depois, em 17 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Rejeito, que investiga um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. O vice-prefeito é citado nas apurações. Diante da ausência prolongada e sem comunicação oficial sobre previsão de retorno, a Prefeitura de Itaúna suspendeu o pagamento do salário do vice-prefeito a partir de 1º de outubro. O município informou que a viagem não tinha caráter oficial e que a falta inviabilizava o exercício do cargo. Em outubro, representantes do PSOL e do PT protocolaram na Câmara Municipal um pedido de cassação do mandato, alegando abandono de função e prejuízo à imagem da administração pública. A denúncia também destacou o silêncio do vice-prefeito diante das investigações da Polícia Federal. No dia 21 daquele mês, a Câmara aprovou a criação de uma Comissão Processante, responsável por apurar a ausência não justificada desde setembro. A comissão passou a solicitar informações oficiais sobre a situação migratória de Hidelbrando. Em dezembro, após o início do processo administrativo, a Justiça determinou a suspensão da cassação. A decisão atendeu a um mandado de segurança apresentado pela defesa, que argumentou que o vice-prefeito nunca assumiu o comando do Executivo municipal — requisito legal para aplicação das regras de cassação previstas em decreto federal. Mesmo com a suspensão do processo, a Câmara recebeu posteriormente da Polícia Federal uma Certidão de Movimentos Migratórios, que confirmou que Hidelbrando deixou o Brasil em 15 de setembro de 2025 e não havia registro de retorno até então. Com base nesse documento e na Lei Orgânica do Município, o Legislativo decidiu declarar a extinção e vacância do cargo. Entenda como funcionava esquema de corrupção no setor de mineração VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas